Sexta-feira, Novembro 20, 2009

NOVO GERENTE


Uma empresa entendeu que estava na hora de mudar o estilo de gestão econtratou um novo gerente geral.

Este veio determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva.

No primeiro dia, acompanhado dos principais assessores, fez uma inspeção àtoda empresa.

No armazém todos estavam trabalhando, mas um rapaz novo estava encostado naparede com as mãos no bolso.

Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a sua nova filosofia de trabalho, onovo gerente perguntou ao rapaz:

- Quanto é que você ganha por mês?

- R$ 600,00, porquê? - respondeu o rapaz sem saber do que se tratava.

O administrador tirou os R$ 600,00 do bolso e os deu ao rapaz, dizendo:

- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e não volte aqui nuncamais!

O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas.

O gerente então, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários:

- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?

- Sim Senhor - responderam atônitos os operários.

Veio entregar uma pizza eestava aguardando o troco.

Há pessoas que desejam tanto mandar, que se esquecem de pensar.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Construindo pontes


Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.

Mas agora tudo havia mudado.

O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta.

Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.

Estou procurando trabalho- disse ele.

Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.

Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho.

É do meu vizinho.

Na realidade, meu irmão mais novo.

Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro?

Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo. Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro.

Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.

O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!

Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.

Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.

No entanto, as surpresas não haviam terminado.

Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio.

Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.

O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".

E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

Pense nisso!

As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.

Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.

Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.

Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.

E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.

Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

A escrita

As letras sempre o atraíram muito. No jardim de infância em sua sala havia um alfabeto em que cada letra possuía uma palavra e uma figura correspondente. Sempre que ele entrava na sala ficava imaginando como colocar todas aquelas palavras e figuras numa mesma história: o “E” de “elefante” com o “K” de “kiwi”. Talvez a primeira preocupação dele com a escrita tenha sido a imaginação que o levou a fazer muitas histórias e estórias; cada uma com suas verdades e mentiras; mas também com um pouco de si.
As aulas de produção de texto no ensino médio com a professora Mirane foram essências para ele descobrir que a escrita além da imaginação pode levá-lo a reflexão sobre a sociedade a qual vive. Em uma aula na qual o tema era a fome a professora pediu para os alunos fecharem os olhos por alguns instantes. Após alguns momentos, pediu para que os abrissem e ao abrir os olhos havia um prato vazio em cada carteira. Ela questionou o que o prato vazio lembrava os alunos e a resposta foi unânime: a fome. Perguntou também se alguém já havia tido fome e alguns dos presentes naquela aula partilharam do que já haviam presenciado sobre o assunto. Depois de todo este diálogo todos escreveram um texto e perceberam a capacidade que a escrita tem sobre a reflexão: escrever é deixar marcado seu pensamento.
No terceiro semestre de graduação ao fazer uma disciplina sobre escrita de textos formais e não formais ele foi chamado por sua professora que insolentemente disse: “Seu português é péssimo!” Ele perguntou o porquê e quis explicações, logicamente. Depois desta conversa percebeu-se que além de criatividade e de exposição de idéias é preciso da “didática” e da gramática para melhor escrever. A tal coerência e coesão o perseguia.
Hoje, ele percebeu que escrever é a junção das faculdades mentais, do conhecimento de mundo e da prática de texto que, obviamente, passa pela leitura dos livros e do mundo ao redor de cada ser.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Vovó Arlinda

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Mandame Sheila

Sábado, Novembro 07, 2009

Vemelho (Vanessa da Mata)




Gostar de ver você sorrir
Gastar das horas pra te ver dormir
Enquanto o mundo roda em vão
Eu tomo o tempo
O velho gasta solidão
Em meio aos pombos na Praça da Sé
O pôr do Sol invade o chão do apartamento
Vermelhos são seus beijos
Que meigos são seus olhos
Ver que tudo pode retroceder
Que aquele velho pode ser eu
No fundo da alma há solidão
E um frio que suplica um aconchego
Vermelhos são seus beijos
Quase que me queimam
Que meigo são seus olhos
Lânguida face
Seus beijos são vermelhos
Quase que me queimam
Que meigos são seus olhos
Lânguida face
Ver que tudo pode retroceder

Que aquele velho pode ser eu

No fundo da alma há solidão

E um frio que suplica um aconchego
Vermelhos são seus beijos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida faceSeus beijos são vermelhos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida face

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Amá-la ou Amar-te.


O marido, ao chegar em casa no final da noite diz à mulher que já estava deitada:

- Querida, eu quero amá-la.

A mulher, que estava dormindo, com a voz embrulhada, responde:

- A mala... ah não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.

- Não é isso querida. Hoje vou amar-te.

- Por mim, você pode ir até Júpiter, Saturno e até à puta que o pariu, desde que me deixe dormir em paz...